Diário de Viagem - 074/119 - 17/11/2006      Oviedo


 -x-x-x-x-x- . Depois de uma noite relativamente bem dormida acordamos por volta das 7:30 (escuro) vamos embarcar para Oviedo as 9:00.
Hoje a saída do ônibus foi pontual, o condutor do nosso coche, bastante simpático informou que o trajeto para Oviedo passaria por Pajares que é uma estação invernal (1400 m de altitude), talvez sejamos brindados com um pouco de neve no caminho.
Durante vários kilometros ao nos afastarmos de Leon predominou uma nevoa bastante forte e o trajeto nos levava cada vez mais para o alto.
Quando nos aproximamos de Pajares tivemos a impressão de que estava começando a chover, mas também começaram aparecer morros com grama esbranquiçada, observando mais aténtamente e pudemos ver os pequenos flocos de neve caindo ao lado do ônibus.
Depois que atingimos o ponto maximo de Pajares a estrada começa a descer com um grau de inclinação bastante forte e com um traçado que a coloca em termos de igualdade e beleza com a Serra do Rastro (SC) e a descida da Graciosa (PR).
Aqui existe uma diferença, é o intenso tráfego pesado de carretas fazendo uso da rodovia.
O visual que se descortina durante os 40 minutos de descida é muito lindo, com a presença do sol, a vista seria fabulosa, pela visão das pequenas aldeias no sopé da montanha e outras assentadas em patamares, o que as coloca numa situação de visualização extremamente fotográfica.
Em algumas partes pudemos visualizar praticamente na base dos viadutos pequenos pueblos.
Terminando esta parte muito linda da viagem entramos numa região mais plana, um detalhe das grandes autopistas é a grande quantidade de viadutos e túneis, passamos por um com mais ou menos 2 km.
As 11:00 horas chegamos a Estacion de Autobus de Oviedo.
Ao lado da mesma estão dois grandes Hotéis de 4 estrelas, nos hospedamos no Hotel Carreño, Calle Monte Gamonal,4 - também de 4 estrelas, sendo duas na placa e duas no quarto 107.
Oviedo é a capital do Principado de Astúrias, em Espanha.
Sede dos prêmios Príncipe de Asturias, os mais importantes do mundo depois dos Nobel.
Saímos para conhecer Oviedo, Oviedo foi fundada em 761 por dois monges em uma colina denominada Oveto, aonde ergueram uma Igreja dedicada a San Vicente. Neste mesmo século Asturias se havia convertido no único foco de resistência ante a invasão muçulmana da península ibérica (ano 711) que derivaria, das conseqüências da batalha de Covadonga (ano 722), e na fundação do reino de Asturias por Pelayo, eleito chefe dos astures (718).
A consolidacao do reino levou a Alfonso II a eleger Oviedo como nova capital (808) e iniciar uma intensa atividade construtiva para engrandecer e embelezar a corte.
Esta atividade laboriosa continuada por seus descendentes dotou a cidade de vários edifícios religiosos e civis do préromanico asturiano (patrimônio mundial da humanidade).
Oviedo é a capital do principado de Asturias, possui atualmente 205.000 habitantes, a quem oferece uma qualidade de vida invejável e, aos seus visitantes, jornadas de tranqüilidade e descanso incomparáveis.
Oviedo tem dois centros: o centro histórico, protagonizado pela Catedral e o núcleo medieval desenvolvido em torna da mesma; e a zona comercial, representada pela Rua Uria e ruas adjacentes, repleta de lojas e comércio moderno, elegantes e variados, de marcas e nomes conhecidos, com grandes vitrines onde são mostradas as mercadorias ao sempre abundante grupo de transeuntes que caminham por essas vias, a maioria delas pedestres.
Chegamos a Av. Uria, rua principal da cidade, passamos pela Igreja San Juan el Real, entramos, fizemos nossas preces e a fotografamos.
Voltamos a Av. Uria onde passamos pelo edifício do El Corte Inglês e fomos lanchar no Mc Donalds (devido ao horário esta é a melhor opção para nós).
O dia esta nublado, um pouco mais quente que Leon (15) e venta bastante.
Ao sairmos passamos pela Plaza da Escandaleira de onde parte a Rua Pelayo onde, no seu inicio, se situa o Teatro Campoamor, que constitui um autêntico cartão de visitas de Oviedo.
Cenário da entrega dos prestigiosos prêmios "Príncipe de Asturias" e das famosas temporadas de opera e zarzuela, foi inaugurada em 1892 após as acidentadas obras de construção.
Os autores iniciais foram Lopez Saladero e Ciro Barrajo.
Na sua longa história tem sofrido várias remodelações importantes, como por exemplo em 1941, após a sua destruição durante a guerra civil espanhola.
O edifício foi concebido com simplicidade volumétrica recolhendo influencias do classicismo romântico.
A elegante fachada é uma composição de forma horizontal com 5 grandes janelas.
A escultura de Julio Lopez "Esperança Caminhando", que representa uma jovem estudante que caminha distraidamente e recebe na rua os assistentes do teatro.
Em frente desta, a pouco metros, ergue-se o portentoso e excepcional, gigantesco e erótico "culis monumentalis" obra de Eduardo Urcolo.
Seguindo pela Rua Pelayo um grande edifício assalta o visitante: o espetacular "A Girafa", pequeno arranha-céu que refletiu o anelo cosmopolita dos anos 50 e que após profunda reabilitação acolhe apartamentos e escritórios de luxo.  Nosso roteiro, Cidades pelas quais já passamos e iremos passar...Continuando nossa caminhada passamos pela grande Catedral de Oviedo a qual ergue-se sobre a Basílica mandada construir por Afonso II, o Casto, sob a proteção de San Salvador e foi construida sobre as ruínas de uma Igreja anterior edificada por Fruela I, no ano 765 e destruída em 794 pelos árabes.
A Basílica de San Salvador foi crescendo até absorver outras construções realizadas por Alfonso II: o Palácio Régio e a Igreja de Santa Maria.
A Capela Palatina do Palácio e a atual Camara Santa que é a parte mais antiga da construção.
Embora a corte se tenha deslocado para Leon, muitas foram as doações que os sucessivos monarcas fizeram a Basílica de San Salvador, centro indiscutível de peregrinação durante a Idade Media.
Nesta época construiu-se também a Torre Vieja de estilo românico.
No século XIV inicia-se a construção da Catedral Gótica, demolindo a anterior Basílica românica e prerromanico.
A construção dura quase três séculos, uma vez que foi concluída no século XVI.
As Capelas e panteões que completam a obra haveriam de exigir mais de 100 anos para sua conclusão.
A maior parte da Catedral é do século XV pelo que, apesar de conter diferentes estilos, aquele que predomina é o gótico florido ou flamigero.
Passamos pela Fuente de Foncalada, é uma fonte do século IX construída no reinado de Alfonso III, o Magno, constitui uma das mais interessantes obras civis do medieval europeu, foi construída próximo a muralha.
Passamos pelo mercado para comprar a nossa janta e o café da manhã.


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Mendes  @   Rosa Maria

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