Diário de Viagem - 075/119 - 18/11/2006      Oviedo


 -x-x-x-x-x- . Ontem circulamos bastante pelo centro de Oviedo
Hoje vamos começar o nosso dia circulando mais pela periferia, a 3 km do centro, no monte Naranco, Ramiro I (842-850) ergueria a Igreja de San Miguel de Lillo.
Parcialmente destruída no século XI, hoje conserva-se o setor ocidental.
Obra totalmente abobadada em canhão e louvada nas Crônicas da Época pela sua extrema perfeição técnica.
Introduz soluções arquitetônicas inovadoras na Arquitetura da Arte pre-romanica Asturiana.
Tem três naves, tribuna regea, e de origem três capelas no setor principal, e de origem três capelas no setor oriental.
A decoração escultural adquire elevada importância.
Situada a 300 m da igreja de Lillo, encontra-se o edifício civil de Sta Maria de Naranco, obra regia de Ramiro I (842-850).
Reapresenta a construção mais emblemática da Arte Asturiana Reúne inovações de construção realçadas pelas Crônicas da época: abobodas de canhão, arcadas murais cegas... é um edifício sujeito a umas normas invulgares, de proporção e harmonia e um cuidado sentido estético.
É construído por duas plantas abobadas: Cripta e Sala Superior ladeada por dois miradouros.
No miradouro oriental mantem-se um altar com funções eucarísticas: pódio e mesa com uma inscrição revê o momento de construção do edifício por mandato régio de Ramiro I e de sua esposa Patérna e a data da dedicatória: 23 de Junho de 848.
Lamentavelmente os dois estavam fechados e nós demos uma pequena esticada de mais ou menos 1 km pela estrada que leva ao alto do morro Naranco em cujo topo existe uma imagem de Cristo.
Apesar de não estar chovendo estava um pouco nublado e em alguns momentos aparecia o sol muito fraco que nada aquecia e que deixava uma sensação térmica mais fria em função do vento.
No retorno seguimos até a Estação de Autobus para conseguir informações sobre as eventuais viagens para Gijon e Avilés.
Aos sairmos procuramos algumas das inúmeras esculturas espalhadas pela cidade.
Oviedo tem uma extensa e notável relação de esculturas públicas disseminada por diversas ruas, praças e avenidas, outorgando um caráter muito especial a cidade.
São tantas, tão variadas e disseminadas por todo o núcleo urbano que se pode afirmar, com total propriedade, que Oviedo é um grande museu público de esculturas.
Algumas das obras que vimos:
 Nosso roteiro, Cidades pelas quais já passamos e iremos passar...         Culis Monumentabilis - de Eduardo Úrculo
        Esperança caminhando - de Julio Lopez
        Escultura "Woody Allen" - de Vicente Santarua
        Pensadora - de Jose Luis Fernandes
        A Matérnidade - de Fernando Botero
        Escultura "La Menina" - de Orlando Pelayo
        Escultura "Liberdade" - de Luis Sanguino
        Escultura "O homem sobre golfinho - de Salvador Dali
        Escultura "Paz" - de Luis Sanguino
        Escultura "O regresso de Williams B. Arrensberg" - de Eduardo Urculo (Homem com malas)
        Escultura "O toureiro" - de Miguel Berrocal
Passamos tambem pela Avenida Fundacion Principe de Asturias, que tem um conjunto de edifícios modernos e aqui termina mais um dia de jornada.


Click nas fotos para ampliar.

Mendes  @   Rosa Maria

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