O nosso dia começou por volta das 9:00 horas, um pouco abafado porque choveu muito
durante a noite.
Após algumas quadras de caminhada começou a chover, enquanto nos dirigíamos a Oficina
de Turismo na Av. de La Marina o tempo não apresentava sinais de melhora deixando-nos
preocupados com as perspectivas para o dia de hoje.
Na Oficina de Turismo conseguimos informações sobre Fisterra e Santiago de Compostela
bem como alguns roteiros preparados para a cidade de A Coruña: Ruta Picasso; Ruta
Modernista e Ruta Ciudad Vieja.
O tempo aqui em a Coruña é extremamente variavel, alguns minutos atrás estava chovendo
e agora termos sobre nossas cabeças uma nesga de céu azul, inclusive com o sol
brilhando.
Seguimos pela Av. de La Marina até as imediações da marina (barcos de recreio) ao lado
da qual encontram-se as galerias corunesas, na Av. de La Marina.
Notórios elementos arquitetônicos que mais identificam A Coruña.
Na sua maioria, trata-se de construções do século XIX.
A grande quantidade de cristal que apresentam nas fachadas de tais edifícios e os
reflexos que se produzem durante o por do sol deram A Coruña o apelido de Cidade de
Cristal.
Aproveitando a breve estiagem seguimos até o Centro de Controle de Trafico Marítimo,
enquanto nos preparávamos para admirar o mar na Punta da Estrada fomos surpreendidos por
uma nova nuvem de chuva o que nos levou a definir a nossa programação: vamos atravessar
o Paseo Marítimo passar pelos Jardines de La Real Maestranza e adentrar na Ciudad Vieja.
Circulando pelas ruelas passamos pela frente de uma unidade militar do Exercito Espanhol
ao lado do qual avistamos uma pequena torre que identifica uma Igreja católica,
circulamos e chegamos ao portal de Igreja de Santiago, construída nos séculos XII e XIII
é provavelmente a Igreja mais antiga de A Coruña.
Em seu átrio se reuniam as autoridades da cidade durante dos séculos XIV e XV.
Em sua fachada esta representado o apóstolo Santiago a cavalo.
Antigamente rodeava a Igreja um cemitério, do qual alguns sepulcros encontram-se hoje em
baixo da calle (rua).
Em 2004 a associação do caminho inglês colocou uma placa em homenagem aos peregrinos
que percorrem o Caminho Inglês com destino a Santiago de Compostela.
Algumas ruelas adiante estávamos na Plaza de Maria Pita.
Este espaço aberto define os limites entre o bairro das Pescadeiras e a Cidade Alta,
atualmente Ciudad Vieja.
É uma extensão fortificada levantada no século XVIII e demolida no século XIX, ficando
conhecida como Campo Del Deribo. Sua concepção como Plaza data de 1859 e recebeu em
épocas os nomes de Campo de San Agostin, Plaza de Alezon, recebendo posteriormente o nome
da heroína coronesa Maria Pita. Circulando chegamos a Calle Real, inicialmente conhecida
como Calle de Acevedo em três períodos distintos durante o século XIX e Capitã Galã
em 1931, recupera o nome de Real em 1936.
Aqui cruzamos um dos trechos da Ruta Picasso, em 1894 o menino Picasso criou sua revista
manuscrita "La Coruña" aonde se podia ver como refletia as típicas cenas da
vida coronesa nos cantones e na Calle Real.
Assim ele via estereótipos dos personagens que viviam uma época muito plástica ante
seus olhos.
Com apenas 13 nos Pablo Ruiz Picasso realiza sua primeira exposição em uma loja de
moveis de numero 20 na Calle Real, onde apresenta seus primeiros óleos quando o critico
de arte de La Voz de Galicia supôs ver um grande futuro que Pablo iria ter como artista.
Cada vez que olhamos para os lados e para o alto notamos que entre as várias
construções sempre existe uma com caracteristicas diferentes tais como: figuras
esculpidas em suas colunas ou conjuntos de janelas alternando-se como se fosse um
tabuleiro, etc.
Com as proximidades das festas natalinas observamos árvores de natal muito bonitas, mas
na cor preta, outras totalmente decoradas com pequenos sapatinhos de criança.
Passamos pela Internet para deixarmos algumas informações nossas para o nosso pessoal.
Seguimos para a área de abastecimento, aqui em A Coruña é nos Quatro Caminos
(supermercado), compramos vinho rose, tinto e pão.
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