Diário de Viagem - 086/119 - 29/11/2006      A Coruña - Finisterre


 -x-x-x-x-x- . Hoje as 7:30 horas saímos com destino a Finisterre, estava tão escuro que parecia horas da noite, aqui a temperatura nesta hora estava em 6 graus.
As 8:15 o nosso autobus sai da estacao de A Coruña com destino a Finisterre, com transbordo (mudança de veiculo) na localidade de Baio.
A viagem transcorreu bastante confortavel mas as vistas que pudemos visualizar foram em sua maioria da própria rodovia por onde estávamos passando.
Em muitos lugares (campos) pudemos ver a tonalidade esbranquiçada do resultado de uma grande geada noturna.
Quando chegamos em Baio mudamos de ônibus e seguimos para Finisterre, durante o percurso da viagem passamos por várias localidades e continuamos seguindo por rodovias muito bem sinalizadas que nos levavam em direção a final da terra.
Durante o percurso em muitas localidades pudemos ver as grandes instalações eólicas geradoras de energia elétrica que se usam aqui na Espanha.
Quando chegamos em Cee pudemos ver o Oceano Atlântico o qual foi nos acompanhando até chegarmos em Finisterre (fim da terra segundo os romanos).
Fisterra é um município da Espanha na província da Corunha, comunidade autónoma da Galiza, de área 29,59 km² com população de 5.093 habitantes (2004) e densidade populacional de 172,12 hab/km².
Quando chegamos em Finisterre entre nós e o oceano estava um grande monumento com a seguinte mensagem "Leva o nosso amor os galegos espalhados pelo mundo".
Seguimos pelo Paseo de Fisterra que foi inaugurado em julho de 2006 em direção ao Faro (farol).
Passamos pela capela de Nossa Senhora de Buen Sucesso (fechada).
Logo a seguir a Igreja paroquial de Santa Maria das Áreas (século XII), estava fechada também.
Esta Igreja tem em sua frente uma serie de arcos.
Continuamos subindo e cada momento a visão que tínhamos era de um lindo e maravilhoso oceano azul coberto por um céu de brigadeiro (no Brasil céu de brigadeiro significa um céu azul claro e sem nuvens) em nossa subida passamos pelo inicio da Ruta de San Guilhermo.
Chegamos ao monumento do peregrino que esta numa das curvas do caminho tendo a sua direita os morros de Finisterre e a esquerda o Oceano Atlântico.
Nos chamou a atenção enquanto subíamos uma serie de construções quadradas, como caixas abertas de um lado que ficava defronte ao mar talvez um pouco estranhas pelo formato e pelo lugar onde estavam mas, trata-se de um cemitério da localidade de Finisterre que através de um concurso foi projetado por um arquiteto que criou as caixas que em seu interior tem gavetas funerárias para servir de local de descanso eterno de seus falecidos.
Aqui cabe um esclarecimento, pela imprensa ficamos sabendo que inicialmente estas construções não foram muito bem aceitas inclusive atualmente (11/2006) existe um processo judicial que esta questionando a construção e que embargou a continuação da mesma e por outro lado impede o uso por parte dos falecidos.
A subida estava nos levando a cada momento para mais próximo do Faro (farol).
As 11:13 minutos visualizamos o objetivo de nossa caminhada, o Faro de Finisterre.
Quando nos aproximamos, nos acercamos do marco com o símbolo do caminho do Compostela onde esta gravado abaixo 0,00 KM.
A nossa direita afixada no morro muitas placas e inscrições vinculadas ao Caminho de Santiago.
A nosso frente estava o edifício que tem gravado sobre sua porta de entrada o seguinte "Faro de Finisterre" (portanto o nome é FINISTERRE).
Circulamos o mesmo e pela parte de trás vimos a estrutura do grande faro (farol).
Caminhamos e descemos alguns degraus e chegamos a pequena cruz de pedra que ficava entre nos e o Oceano Atlântico colocada sobre um pedestal de rochas tendo a sua direita chumbada sobre a rocha uma botina de bronze e ao lado uma pequena pira onde peregrinos queimam alguns objetos de uso pessoal quando aqui chegam, mais tarde ficamos sabendo que eram um par de botinas e não apenas uma botina.
Circulamos mais um pouco pelas imediações do farol e tivemos a oportunidade de admirar os contrafortes onde se batem as águas do atlântico dando origem ao nome que predomina aqui na região a Costa da Morte, no dia de hoje tal nome parece uma incoerência, o céu estava azul, o mar azulado e calmo.
Começamos a nossa jornada de regresso ao centro de Finisterre, a temperatura estava mais alta o que transformou a nossa caminhada num passeio super agradável e com vistas maravilhosas.
Chegamos ao centro da cidade, atravessamos algumas vielas não tão antigas mas com características muito especiais, tais como casas revestidas de pequenos azulejos com desenhos únicos.
Passamos pelo Castillo de San Carlos o qual esta localizado praticamente dentro da cidade, vimos suas muralhas e também seus jardins que hoje tem plantas aromáticas e medicinais.
No interior do castelo funciona um pequeno museu que apresenta arcada dentaria de tubarões e afins.
Onde parece ser uma marina é na realidade o ancoradouro dos pequenos barcos de pesca que aqui reunidos com o seu vistoso colorido dão um toque especial ao lugar. Nosso roteiro, Cidades pelas quais já passamos e iremos passar... As 13:00 fomos almoçar no Restaurante O'Centolo onde como prato de entrada saboreamos omelete com Champignon, e como segundo prato uma caldeira de merluza com batatas,ervilhas e pimentão vermelho com molho de azeite, acompanhado de um vinho tinto suave.
Após o almoço caminhamos pelos trapiches que cercam a grande marina de Finisterre, aqui se convive em contato direto com as gaivotas.
Da ponta do trapiche de proteção pudemos fotografar a parte do casco velho e dessa maneira registrando o seu colorido num dia de céu e mar azul.
Tivemos a oportunidade de tirar diretamente das redes dos pescadores algumas conchas que foram pescadas nas águas próximas ao Cabo de Finisterre, vamos leva-las para o Brasil como uma lembrança física deste dia tão azul e especial que nos propiciou um passeio super agradável ao um lugar tão especial FINISTERRE, esta definição não é nossa e sim dos romanos que por aqui passaram e que se estabeleceram provavelmente a mais de 1000 anos.
Depois de um dia muito especial, sem as correrias causadas pelos chuviscos constantes que enfrentamos em A Coruña estamos voltando para nos reintegrarmos ao projeto.
Tomamos o ônibus as 16:30 e chegamos A Coruña as19:00, a escuridão da noite era total e tivemos a oportunidade de admirar mais uma vez os enfeites natalinos do El Corte Inglês.


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Mendes  @   Rosa Maria

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