Saímos de Nápoles as 9:52 e as 11:00 já estávamos em Roma. O primeiro grande ponto turístico que visitamos foi a Basílica de Santa Maria Maggiori - de todas as grandes basílicas romanas, Santa Maria possui a melhor combinação de estilos arquitetônicos: a nave com colunata tripla faz parte da construção original do século V; o piso de mármore e o campanário em estilo românico, com medalhões azuis, são medievais; o teto em caixotões é obra do renascimento; e o barroco deu a Igreja os dois domos, capelas e as imponentes fachadas anterior e posterior. Este templo é muito famoso por seus mosaicos.
Os da nave e do arco triunfal datam do século V. Os mosaicos medievais incluem um Cristo Rei no Pórtico e a Coroação da Virgem (1245), de Jacopo Torriti na abside. O teto dourado foi presente de Alexandre VI, o papa Bórgia. Diz-se que foi utilizado aqui o primeiro ouro trazido da América por Colombo.
Depois fomos ao Coliseu, que é sem dúvida um dos lugares históricos de Roma mais conhecido e visitado. Neste local muitos cristãos foram lançados às feras. Sua construção foi iniciada pelo imperador Vespasiano no ano 72, sendo inaugurado oito anos depois. O prédio tem forma elíptica, medindo cerca de 200 por 160 metros e com paredes de 60 metros de altura.
De acordo com os registros históricos, nos 100 dias de espetáculos de sua inauguração, milhares de gladiadores e feras foram mortos. Este local sempre foi considerado como o maior símbolo da Roma Imperial e na comemoração dos 1.000 anos de Roma, no ano 246 da era cristã, foram trazidos para o Coliseu 32 elefantes, 30 leões, e muitas zebras, girafas e tigres, para enfrentar 2.000 gladiadores, numa festa que durou meses. Infelizmente, com o passar do tempo, parte do prédio foi derrubado por terremotos, e diversos outros trechos foram desmontados para que suas pedras fossem aproveitadas em outras construções da cidade. Só após muitos séculos é que foi dada a devida atenção a este local, monumento vivo da história de Roma, do Cristianismo, e do mundo.
Depois fomos às ruínas da Roma antiga.
Esta área histórica ocupa grande parte do centro, e logicamente, é uma região tombada, onde tudo é intocável. Esta profusão de ruínas da Roma antiga impede até mesmo o metrô da cidade de expandir suas linhas, mas este é um custo plenamente justificável, pois este é um pedaço da história da humanidade, visitado diariamente por pessoas de todas as partes do mundo. Destas ruínas fazem parte: o Palatino, que é um monte onde em que a aristocracia romana morava e os imperadores erguiam seus palácios, Forum Romano, Arco de Setimus Severus, Curia, Casa das Vestais, Templo de Castor e Pollux, Arco de Titus, Arco de Constantino, Templo de Vênus e de Roma, Mercado de Trajano, Forum de Augustus, Templo de Fortuna Virilis, Porta Maggiore, Circus Maximus, só para citar alguns, formam uma sucessão de lugares maravilhosos, que nos dão vontade de voltar no tempo para ver o esplendor e grandeza desta cidade em seu apogeu, na época dos Césares.
13-11-2010 - Hoje fomos ao Vaticano ou Cidade do Vaticano, oficialmente Estado da Cidade do Vaticano (italiano : Stato della Città del Vaticano), é o centro da Igreja Católica e uma cidade-estado soberana sem costa marítima cujo território consiste de um enclave murado dentro da cidade de Roma. Com aproximadamente 44 hectares (0,44² km) e com uma população de pouco mais de 800 habitantes, é o menor Estado do mundo, tanto por população quanto por área.
Visitamos também a Basílica de São Pedro, na qual são celebradas as mais importantes cerimônias da Igreja Católica, se localiza sobre o terreno onde foi erguida pelo imperador Constantino, entre os anos 324 e 349, uma pequena basílica com o objetivo de honrar o túmulo do primeiro Papa, o apóstolo Pedro.
O interior da basílica foi preenchido com muitas obras-primas do Renascimento e do Barroco. Entre elas, a mais famosa, a escultura denominada "Pietá", de Michelangelo. O interior da cúpula foi decorado com composições de mosaicos formando uma figura que ilustra os círculos angelicais do céu, com Deus Pai em seu cume.
Depois fomos aos famosos Museus do Vaticano que consistem em mais de mil quartos e galerias com tesouros de arte de todas as épocas e de valor incalculável. A surpreendente coleção inclui obras do antigo Egito, Grécia, Roma e do Renascimento - com esculturas, pinturas, tecidos, entre outras preciosidades.
O primeiro dos Museus do Vaticano, o Museu Pio-Clementino, abriga os trabalhos de gregos e da arte romana, como a grandiosa escultura em bronze "Apollo Belvedere".
Mas a estrela é a espetacular pintura de Michelangelo no teto da Capela Sistina representando as nove cenas do livro do Gênesis, incluindo "A criação de Adão". Na parede em frente, podemos ver outro grande trabalho do artista: "O Ultimo julgamento".
As pinturas nas paredes incluem trabalhos de outros artistas renascentistas como "A tentação de Cristo" de Boticelli e a "Limpeza dos leprosos".
14-11-2010 - Hoje aproveitando o domingo e o sol fizemos o tour "ciaoRoma" cujo roteiro foi: Via Ludovisi, Piazza Barberini, Piazza San Bernardo, Piazza della República, Stazione Termini, Piazza dell' Esquilino, Colosseu, Via Nazionale, Bocca della Veritá, Circo Massino, Isola Tibirina, Piazza Venezia, Piaza Navona, Cittá Del Vaticano, Ponte Sant'Angelo, Ara Pacis, o dia foi muito proveitoso e pudemos conhecer mais um pouquinho de Roma.
15-11-2010 - Hoje estreamos o metro de Roma, nosso objetivo está a 3 estações do ponto de partida, que é a estação central Termini, entretanto somando as escadarias e os corredores que percorremos para chegarmos a plataforma do metro que nos levará a Piazza de Spagna, aparentemente o tempo decorrido foi maior do que o tempo que o metro levou até chegar a estação de destino. A Piazza de Spagna é uma das mais significativas da cidade de Roma. A escadaria que liga a Igreja de Trenitá dei Monti a Piazza de Spagna, embaixo, foi terminada em 1726. A obra combina secções retas, curvas e patamares para criar um dos marcos mais impressionantes da cidade.
Depois seguimos até a Piazza del Popolo que é uma elegante e gigantesca praça situada no coração de Roma. A poucos passos da Piazza di Spagna esta magnífica praça tem várias igrejas deslumbrantes como a Igreja Santa Maria del Popolo e as duas igrejas que estão juntas uma à outra, a Santa Maria dei Miracoli e a Santa Maria in Montesanto. O obelisco da praça tem 25 metros de altura, foi erguido em Heliópolis em honra de Ramses II e foi trazido para Roma por Augusto.
Percorremos a Via Del Corso passando pela Basilica dei Santi Ambrogio e Carlo al Corso, mais conhecida como San Carlo al Corso), é uma basilica menor. É dedicada a Santo Ambrósio e São Carlos Borromeu. A construção foi iniciada na ocasião da canonização de São Carlos Borromeu (1610), sob a direção de Onorio Longhi e, após sua morte, de seu filho Martino Longhi. A cúpula foi projetada por Pietro da Cortona (1668), que também foi responsável pela abside e a rica decoração interna.
Na seqüência chegamos a Basilica di Santa Maria in Aracoeli, ela esta localizada no topo do monte Capitolino, no local do antigo templo de Juno. Construída no século VI, sua nave abriga 22 colunas retiradas de diferentes edifícios antigos, inclusive uma vinda do cubículo Augustorum, o aposento dos imperadores. A igreja era utilizada tanto pelos senadores quanto pela população romana, parte de sua decoração celebra o triunfo da cidade sobre adversidades. Seu lindo teto decorado com motivos navais comemora a batalha de Lepanto em 1571 e sua grande escadaria de 24 níveis de degraus foi construída em 1348 como agradecimento ao fim da Peste Negra. Apesar de todas as suas belezas, o que faz da igreja famosa é a imagem do Santo Bambino, uma estátua do Menino Jesus esculpida no século XV com madeira retirada de uma oliveira do jardim do Getsêmani. Acredita-se que a imagem pode ressuscitar os mortos e muitas vezes é evocado no leito dos enfermos.
16-11-2010 - Para nos despedirmos de Roma, fomos visitar a cripta do vaticano, onde estão enterrados os papas, inclusive João Paulo II, na área não é permitido tirar fotos, por isso não temos. Aproveitamos e revisitamos a Basílica de São Pedro, a sua grandiosidade é algo espetacular.
Depois fomos até a basílica de Santa Maria in Trastevere ou "além do Tibre" que é a mais antiga das igrejas dedicadas a Nossa Senhora em Roma.
O campanário romano foi mandado erguer pelo Papa Inocêncio II (1130 a 1143) sobre o local de outro, anterior, do século III ou IV. Fica sobre o local onde se diz ter brotado óleo em 38 a.C., fenômeno interpretado então como prenúncio da vinda do Salvador.
Na fachada atual, medieval, vê-se um estupendo friso de mosaicos do século XII que mostra a Virgem Maria rodeada por dez virgens com lamparinas acesas, sinal de sua virgindade. Foi redesenhada em 1702 por Carlo Fontana o qual acrescentou um pórtico, coroado por imagens de santos em gestos arrebatados. Dentro há 22 colunas jônicas mais antigas, trazidas de outros monumentos e portanto com bases em distintas alturas.
A seguir cruzamos o rio e entramos na Basílica de Sant'Andrea della Valle. Enquanto procurávamos a Sorveteria do melhor sorvete de Roma "Giolitti" paramos para almoçar em um restaurante numa ruela próxima ao Pantheon. A seguir fomos a Giolitti e degustamos o sorvete, realmente é uma delícia.
Mendes e Rosa Maria
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