Diário de Viagem - 079/119 - 22/11/2006      Lugo


 -x-x-x-x-x- . O nosso segundo dia em Lugo começou frio e chuviscando, atravessamos a grande muralha em direção a Catedral para assistirmos a Missa a qual será realizada na Capela da Virgem de Olhos Grandes (trata-se de uma imagem que tem um olhar firme e parece nos estar fixando diretamente).
Depois da Missa fomos conhecer o Museu de San Froilán de Lugo, localizado na Capela de San Froilan, dentro da própria Catedral.
A vida de San Froilan de Lugo (832-905) transcorre ao largo do terço final do século IX e primeiros anos do século X, no tempo em que a Galicia, integrada ao reino asturio, estava recuperando-se da crise ocasionada pela invasão islâmica e no final do reino visigodo.
A tradição lucense diz que o nascimento do nosso santo ocorreu no Regueiro dos Hortes, um bairro extra muro da cidade de Lugo, próximo a porta Miña.
Froilan, quando era menino, aproveitou as oportunidades que Lugo lhe oferecia e se formou na Escola Episcopal.
Uma vez passado o período educativo, baseado nos preceitos das regras de San Fructuoso, o futuro Bispo de Leon se encaminhou pelas vias da predicação e oração seguindo o modelo eremitico dos monges da Gallaecia que viveram seus momentos de máximo esplendor entre os séculos IV e XIII.
Neste museu estão inúmeras peças relacionados com San Froilan e peças da época em que o mesmo viveu, podemos citar: capitéis do final do século XIII; cântaros de medida e jarros do século XVIII e XIX; cerâmica de Gundivos; sepulcro denominado de Santa Froila, século XI; acróstico de Odoario, século VIII e uma talha de San Froilan de 1624 pertencente ao coro da Catedral de Lugo, entre outras inúmeras peças.
Chegamos a Plaza Mayor a qual como em todas as outras localidades tem ao seu redor o Ayuntiamento, a praça é rodeada por monolitos onde estão gravadas frases dos poetas lugenses.
A Igreja dos Padres Franciscanos e Colégio Franciscano também fazem parte da Plaza Mayor.
A Igreja de uma nave tem sobre o altar principal duas meias cúpulas, a primeira apresenta um céu multicolorido com um grande cruzeiro e a segunda dividida em 5 gomos apresenta pinturas religiosas predominando a tonalidade azul claro.
No altar lateral a esquerda de quem entra esta uma imagem de Cristo Crucificado em tamanho grande, muito bonita.
Seguindo pela área interna da muralha, na realidade pode-se considerar uma cidade dentro da outra, visto que o acesso ao interior da muralha é feito por várias portas existentes na mesma e permitem a entrada, inclusive de veículos.
Sendo a área interna bastante grande e histórica, existe um grande comércio estabelecido o que identifica como uma pequena cidade, chegamos a Paróquia de Santiago, a Nova, também uma Igreja de uma só nave.
Em nossas andanças chegamos a Igreja de San Pedro - antiga Igreja conventual de San Francisco.
A tradição atribui a sua fundação ao mesmo santo na sua peregrinação a Compostela no século XIII.
Um dos destaques é a sua original porta do século XV.
Visitamos o Museu Provincial de Lugo.
Com a finalidade de reunir e proteger os bens do patrimônio cultural da província de Lugo, em 1932 a Exma. Deputação Provincial de Lugo aceita criar o Museu Provincial de Lugo, vontade que se matérializa dois anos mais tarde com a abertura no Palácio de San Marcos (sob a direção de D. Luiz Lopoz Marti) de várias salas com matériais arqueológicos, históricos, artísticos, etc. até este tempo dispersos em coleções particulares. Nosso roteiro, Cidades pelas quais já passamos e iremos passar... O continuo incremento de fundos e as limitações de espaço obrigaram , em 1957, a transladar o Museu ao antigo Convento de San Francisco.
Conservando três dependências deste velho cenóbio (cozinha, claustro e refeitório) o arquiteto de Vigo D. Manoel Gomes Roman (1875-1964) desenha um novo edifício com ares de "pazo" galego.
Em 1997 o Museu foi ampliado segundo um projeto de Gonzeles Trigo.
Esta ampliação inaugurada pelos Duques de Lugo em 16-01-1997, serviu para aprovação da nova denominação: Museu Nelson Zúmel.
Em 01-03-1962 o Museu Provincial de Lugo foi declarado bem de interesse cultural.
Devido a baixa temperatura passamos pelo hotel para nos agasalharmos, voltamos para a área da muralha e fomos procurar a Calle Nova na qual estão localizados mais ou menos 20 restaurantes.
Verificando os menus escolhemos aquele que se mostrava típico mas, não tanto e optamos por: entrada macarrone e caldo de verduras (sopa) principal: lomo com fritas e churrasco de ternera (costeleta com fritas) acompanhados de um bom vinho tinto seco.
Saímos da área da muralha, circulamos por algumas calles adjacentes, passamos pela estação de outobus (nos preparando para a viagem para A Coruña).
O tempo não esta ajudando em nossos passeios, assim restringimos as ruas centrais e visitamos o Ciber Café (Internet) para verificarmos as ultimas informações do nosso pessoal.
Hoje a noite vamos lanchar a base de suco e coca-cola.
Amanhã, tem mais...


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Mendes  @   Rosa Maria

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